Naviraí (MS) – Foi realizada na tarde da última sexta-feira (25), caminhada em prol do Dia Nacional da Adoção, pela Prefeitura Municipal de Naviraí com o apoio do 2º GPM de Trânsito, Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Gerência de Assistência Social, Conselho Tutelar, CREAS, Guarda Mirim, funcionários do fórum e as 28 crianças das duas instituições de acolhimento em companhia das suas cuidadoras e coordenadoras.
A atividade desenvolvida em Naviraí tem iniciativa conjunta e o envolvimento do Grupo Pedacinho do Céu (Grupo de apoio a Adoção de Naviraí), em parceria com Ministério Público, Tribunal de Justiça e Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul.
A caminhada teve início nos altos da Avenida Weimar Gonçalves Torres, passou pela área central da cidade, e no caminho, buscou conscientizar a sociedade sobre a importância da atitude de adotar, oportunizando as crianças a convivência no seio da família, assim como preconizado o Estatuto da Criança e do Adolescente.
O ponto final, em frente ao Fórum da Comarca de Naviraí, contou com o apoio do juiz diretor do foro, Eduardo Magrinelli Junior, do juiz Eduardo Trevisan, que falaram sobre a importância da adoção diante da sociedade.
O juiz Eduardo Trevisan salientou que “o evento foi importante para chamar a atenção da sociedade para a realidade de tantas crianças que estão aguardando serem adotadas, bem como para o grande número de famílias que esperam adotar uma criança ou adolescente. É importante que a sociedade saiba dessa realidade e que entenda que adotar é um ato de amor”.
Segundo a psicóloga Joice da Silva Marques, esta mobilização foi uma forma de mostrar à sociedade que é preciso voltar os olhos para as crianças reais e que é possível adequar o ideal e o real, pois o amor é construído. “Estas crianças estão à espera de uma família para receber todo afeto necessário ao seu pleno desenvolvimento emocional e psicológico”.
– História
No Brasil, o Dia Nacional da Adoção foi oficializado a partir do decreto de lei nº 10.447, de 9 de maio de 2002. Esta lei instituiu o 25 de maio como data oficial de celebração do Dia da Adoção no país.
Originalmente, o 25 de maio foi declarado Dia Nacional da Adoção, durante o I Encontro Nacional de Associações e Grupos de Apoio à Adoção, em 1996.
A adoção é uma realidade social que se concretiza através de ato jurídico, que “cria entre duas pessoas vínculo de parentesco semelhante à paternidade e filiação”.
Muitas pessoas que não puderam ter filhos encontram filhos que não possuem pais, que foram abandonados e recolhidos por orfanatos e outras instituições. Mas existem outros casos, como de pessoas que querem ajudar, cumprir seu papel social diante de uma sociedade injusta, que não oferece as mesmas oportunidades de vida para todos.
O processo de adoção não é fácil. As pessoas interessadas nas crianças ou adolescentes devem apresentar uma documentação sobre suas condições de vida, para garantir que a pessoa adotada terá conforto e segurança, que irá ser bem tratada e receberá dos pais adotivos amor, carinho e atenção.
Para inserir a criança ou adolescente em família substituta é necessário passar por algumas etapas: a guarda, onde coloca-se o sujeito a ser adotado na família, onde os pais devem ter a responsabilidade de prestar assistência material, moral e educacional; a tutela, feita através das entidades públicas, a fim de proteger a criança ou jovem, cuidando de seus interesses, acompanhando todos os atos da família com o mesmo e vice-versa; a adoção, formalizada em ato jurídico, onde forma-se um vínculo fictício de filiação, que mais tarde deverá tornar-se verdadeiro.
Assim, podemos dizer que a adoção é um ato de entrega e de amor!
Assessoria de Comunicação Social CPA-1/12º BPM.








































