Três Lagoas (MS) – Na manhã de (03/04) por volta das 08h30min Policiais Militares da Patrulha Rural foram averiguar denúncia anônima de que trabalhadores de uma fazenda estariam sendo submetidos a trabalho escravo.
A guarnição recebeu uma denúncia relatando que na Fazenda Floresta onde opera a Carvoaria Centro Oeste, localizada na MS-440 no KM 71, alguns trabalhadores estariam sendo vítimas de trabalho análogo ao escravo. Sendo assim, deslocaram até o local informado e encontraram alguns trabalhadores dentro de fornos utilizados para queima da madeira sem qualquer tipo de equipamento de proteção individual. Ao serem indagados sobre quem era o responsável pelo local, eles informaram o nome e indicaram que o gerente estaria na sede. Sendo assim, os militares fizeram contato com o gerente e informaram sobre a denúncia, onde de pronto este autorizou e acompanhou a equipe na averiguação.
No local, constatou-se que os trabalhadores estavam em situação precária de trabalho, pois como já citado, nenhum deles estavam com equipamento de segurança (EPI); os alojamentos estavam em péssimas condições de limpeza, com colchões velhos e sujos e o banheiro insalubre.
Os militares conversaram com alguns dos trabalhadores e foram informados que não possuem nenhum tipo de assistência médica e nem mesmo possuem registro em carteira de trabalho. Diante dos fatos constatados, foi acionado o Ministério Público do Trabalho e o Ministério do Trabalho e Emprego que deslocaram até o local para melhor verificação dos fatos.
Durante confecção do Boletim de Ocorrência fora constatado que havia um mandado de prisão em desfavor do gerente da carvoaria, sendo assim retornaram ao local dos fatos no dia 04/04/2017 e cumpriram o mandado.
Diante dos fatos, o proprietário da carvoaria foi levado até a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC) pra providências cabíveis.
Assessoria de Comunicação Social do 2º BPM.







