Aquidauana (MS) – Por volta das 11 horas da manhã de hoje (07), o Copom (Central de Operações Policiais) recebeu uma denúncia anônima, via 190, informando que na Vila São Francisco, um homem estava espancando sua esposa. No local indicado, a equipe PM do Getam (Grupamento Especializado e Tático em Ações Motorizadas) visualizou uma cena estarrecedora “um homem, no quintal da residência, com um facão em uma das mãos, e sua esposa – 46 anos de idade – de joelhos em total submissão à violência do agressor“.
Conforme exaustivo treinamento, aos quais os membros do Getam se submetem para incorporar e permanecer nessa equipe tática, a guarnição colocou em prática as técnicas internacionais de “uso progressivo da força”, se trata de um escalonamento de força em níveis pré-estabelecidos e de acordo com o ato de violência e ou resistência. Esse escalonamento é iniciado com a verbalização (negociação verbal), foi nesse momento que a equipe buscou a rendição do autor – homem de 39 anos de idade – por meio da verbalização, mas o mesmo se encontrava visivelmente alterado (nervoso, irritado, transtornado) e se recusava a manter diálogo e, ainda, ameaçava dizendo “fica aí fora, se passar do portão vão ver no que vai dar” (sic).
A verbalização continuou por cerca de meia-hora, mas o agressor não se demonstrava disposto à cooperar. A conversa (verbalização) foi se prolongando até que, num momento de distração do autor, a vítima conseguiu se desvincilhar e correr pra rua, na direção dos Policiais Militares. Nisso, o autor, com o facão em mãos correu atrás dela, mas foi impedido pelos policiais de alcançá-la, o que o deixou mais irritado e ameaçou usar o instrumento (facão) contra a guarnição.
Com a vítima em segurança no interior de uma casa vizinha, os militares continuaram a verbalizar e solicitar ao autor que se entregasse, mas este insistia em ameaçar os policiais e, dado momento, ele cumpriu essa ameaça e “partiu pra cima” de um dos componentes do Getam, que conseguiu se esquivar e mais uma vez alertou o autor sobre o procedimento. Na segunda investida do autor, um Policial Militar, para conter injusta agressão, percebendo que não teria como se esquivar novamente, efetuou um disparo em direção à perna do agressor, vindo a acertá-lo no pé esquerdo (disparo não letal é o penúltimo nível do escalonamento progressivo da força).
Ferido, o autor retornou ao interior da casa e a equipe retomou a verbalização, solicitando que se entregasse, pois necessitava de atendimento médico e, garantindo, que se não esboçasse reação, nenhum policial o agrediria ou atentaria contra sua vida. O homem acatou a ordem e se entregou, sendo encaminhado ao pronto-socorro local e, em seguida, à Delegacia de Polícia, onde foi autuado em flagrante pelos crimes de “tentativa de homicídio, cárcere privado, desobediência e resistência à prisão”.
À assessoria de comunicação social do CPA-3, a vítima confidenciou que: “Ele sempre foi nervoso, já vinha sofrendo violência faz tempo, não queria dar queixa, mas hoje ele extrapolou todos os limites, hoje eu vi ele tão bravo que parecia ter sangue no olho” (sic).
Em contato com o Policial Militar que efetuou o disparo, este relatou que; “Nós, da Polícia Militar, somos doutrinados a preservar a vida a qualquer custo, a vida deve ser protegida sempre e em qualquer situação, é o bem de maior valor do ser humano, por isso o autor foi alvejado abaixo da linha da cintura. Aquilo que as pessoas conhecem como “tiro fatal” somente é utilizado em casos extremos, quando todos os outros recursos já se esgotaram. No episódio de hoje, o autor tentou nos agredir com um facão e foi alvejado abaixo da linha da cintura (no pé), a partir de então cessou a injusta agressão e, com isso, também cessou a necessidade de um desfecho fatal. Estamos empenhados a cumprir a lei e assim, dentro da legalidade e daquilo que é previsto como legitima defesa, que agiremos” – concluiu o Policial Militar.
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Cabo Silgueiro – Assessoria de Comunicação Social, CPA-3








