Mundo Novo (MS)- Uma campanha deflagrada pelo Ministério Público em Mundo Novo, através do Promotor de Justiça Moisés Casarotto, reuniu na manhã de sábado (20), representantes de clubes de serviços, escolas, universidades, da Prefeitura Municipal, Câmeras de Vereadores, entidades assistenciais e das Polícias Militar, Militar Ambiental e Civil, além de membros do Exército Brasileiro e do Corpo de Bombeiros Militar, bem como voluntários que espontaneamente aderiram à causa de combate ao mosquito Aedes aegypti.
O “Dia D” de combate à dengue teve ações educativas em todo o núcleo urbano de Mundo Novo. Foram montadas várias equipes, tendo como integrantes, um policial militar, um bombeiro, um agente de endemias e várias outras pessoas da sociedade organizada. Cada grupo se responsabilizou por visitar um bairro, onde além de entregar material educativo aos moradores, também foi feito um trabalho de conscientização a população.
A principal estratégia contra a dengue é o combate aos focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti, que também transmite a febre chikungunya e o zika vírus. As ações estão sendo reforçadas durante a temporada de chuvas, pois o inseto se reproduz em água limpa e parada.
“O cuidado tem que começar dentro da nossa casa. Devemos fechar corretamente os sacos de lixo, não deixar acumular entulho, manter tonéis e caixa d’água bem fechados e encher os pratos dos vasos de planta com areia”, disse o Promotor Moisés.
A preocupação com o Aedes aegypti ganhou recentemente um novo componente quando o Ministério da Saúde anunciou que o zika vírus é a “principal hipótese” para o aumento nos casos de microcefalia na região Nordeste. O zika é da mesma família do vírus da dengue, mas é menos agressivo. O micro-organismo foi identificado pela primeira vez no Brasil em meados do ano passado.
Assim como o vírus da dengue, o zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti e não tem cura ou vacina identificada até o momento. Por enquanto não há nenhum tipo de tratamento disponível para a fase aguda da infecção por zika vírus, que dura cerca de três dias. Os principais sintomas são febre baixa e manchas pelo corpo.
O representante do Ministério Público alerta que quem não cuidar devidamente de sua residência, de forma a evitar a proliferação do mosquito transmissor, pode ser enquadrado tanto no Código Penal Brasileiro quanto na Lei Municipal de Limpeza, que prevê entre outras punições, multa para quem não tiver o devido zelo com o local sob sua responsabilidade.







