
Foto tirada hoje pela manhã. O local do resgate está situado após a casa de madeira ao fundo da foto.
Aquidauana (MS) – Na noite de ontem (14), por volta das 23h, a Central de Operações Policiais da cidade de Miranda recebeu um chamado, via 190, onde a vítima, uma senhora de 68 anos relatou morar próximo às margens do Rio Miranda e que devido à voracidade da enchente as águas subitamente invadiram sua residência. Disse ainda que estava acompanhada de uma jovem de 18 anos, um adolescente de 13 anos e três crianças (de 10, 2 e 1 ano). Que todos estavam desesperados com a situação, que o nível da água já alcançava a altura do tórax, que o local era de difícil acesso e pela proximidade do rio e da mata ciliar poderia haver cobras e jacarés nas imediações do imóvel. Relatou, ainda, que estavam todos temerosos e que a PM seria o último recurso, haja vista que haviam tentado contato com outros órgãos públicos, porém sem sucesso.

A enchente avança rapidamente, no período da tarde a rua de acesso ao local já havia sido tomada pelas águas impossibilitando o tráfego.
A guarnição PM composta por um Sargento e três Soldados chegou rapidamente ao local e constatou a situação, que era crítica e de alta complexidade. Mesmo sem meios logísticos adequados, os militares adentraram as águas e removeram um a um dos ocupantes da residência em seus braços. Em seguida todos foram encaminhados ao Parque de Exposições Rurais onde se reúnem os desabrigados, vítimas da enchente do Rio Miranda.
O caso teve grande repercussão na cidade, uma rádio local noticiou a postura dos policiais e entrevistou na manhã de hoje (15) a senhora que foi socorrida ontem à noite. “Depois que ligamos pra Deus e o mundo, sem retorno resolvemos ligar pra PM. Sabemos que esse tipo de situação não é responsabilidade deles, mas graças à coragem desses policiais estou aqui com minha família para agradecê-los. Se eles não tivessem ido lá e ajudado a gente só Deus sabe como estaríamos agora, são enviados de Deus aqui na terra. E ainda fizeram uma vaquinha e compraram alguns itens de alimento e higiene pra gente” (sic) – disse emocionada, a vítima de 68 anos, em entrevista ao radialista. – complementou a senhora.
“Não foi fácil retirar as pessoas do interior da casa, elas tinham muito medo da correnteza nos levar pro lugar mais fundo, com isso as vítimas se agarravam firme à gente. Foi muito complicado porque não tínhamos bote ou qualquer outro equipamento para auxiliar no resgate, mas sem muita opção e mesmo sem equipamentos tínhamos que tomar alguma atitude, o jeito foi improvisar. Ainda bem que teve gente que viu a movimentação e a nossa dificuldade e nos ajudou no resgate” – finalizou o Soldado Arilson em entrevista a mesma rádio.
Assessoria de Comunicação Social – CPA-3 / 7ºBPM










