Campo Grande(MS) – A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, preocupada com a crescente participação de jovens e adolescentes no jogo “Baleia Azul”, participou hoje à tarde(27/04), na Câmara Municipal de Campo Grande da Audiência Pública para debater os efeitos e perigos do jogo. O debate também buscou soluções para prevenir a automutilação e suicídio entre os jovens.

O foco da reunião é o suicídio e depressão na adolescência. Representando a Polícia Militar estive presente, o comandante do 9ª Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Wilson Sérgio Monari.
A reunião mobilizou diversas autoridades da área da saúde, educação, cidadania e direitos humanos, segurança pública e juventude.
O assunto tem preocupado autoridades, pais e professores em Campo Grande e em todo o Brasil. O jogo macabro, “Baleia Azul”, teria se originado na Rússia, é disputado pelas redes sociais, propõe atividades aos adolescentes e crianças, como bater fotos assistindo a filmes de terror, frequentar locais perigosos de madrugada, agressão direta ao próprio corpo com objetos cortantes, ficar doente e, no final, cometer suicídio.
Algumas dicas para os pais sobre o assunto:
» Fique atento a eventuais mudanças de comportamento do seu filho;
» Demonstre interesse pela rotina dele;
» Adolescentes com a autoestima em baixa são mais vulneráveis;
» Dialogue e atraia a confiança de seu filho;
» Evite que ele fique muito tempo na internet;
» Deixe o computador em um local comum e visível da casa;
» Evite expor na internet informações particulares e dados pessoais;
»Converse sobre o assunto;
» Perceba se seu filho busca o isolamento (afastar-se da família, dos amigos);
»Se ocorreu alguma mudança no hábito de sono (insônia ou aumento das horas dormidas);
»Mudanças dos hábitos alimentares (perda ou aumento de apetite);
» Se tem percebido crises de raiva;
»Piora no desempenho escolar;
»Verifique se há algum indício de comportamentos autodestrutivos (automutilação, uso de álcool e drogas, exposição a situações de riscos);
»Se há situação de bullyng, principalmente na escola);
»Acompanhe as redes sociais de seu filho;
» E se há um Interesse anormal por filmes de terror, passando horas assistindo;
Fonte: Conselho Tutelar e Ministério Público







